Não podemos ser reféns da tecnologia, alerta especialista
A tecnologia tem de ser capaz de promover o bem-estar físico e mental | Divulgação AdobeStock

Não podemos ser reféns da tecnologia, alerta especialista

Por Movimento Fique Saudável

Tempo de leitura: 2 minutos.

As redes sociais nos aproximam das pessoas e permitem interações que, sem elas, talvez não fizessemos. Mas, também existe um lado mais cruel, que é quando nos tornamos reféns. Cada vez são mais comuns casos de jovens com depressão por não se sentirem queridos ou por serem duramente criticados por alguma postagem feita. É preciso gerenciar a exposição e o grau de exigência que temos sobre essa pretensa interação social.

A tecnologia tem de ser capaz de promover o bem-estar físico e mental, alerta Edson Prestes, pesquisador do Instituto de Informática da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs) e único brasileiro que integra o Painel de Alto Nível em Cooperação Digital do Secretário Geral da Organização das Nações Unidas (ONU). Esse grupo debate, entre outras coisas, segurança dos dados e equidade e direitos humanos na era digital em escala global. 

Segundo ele, as pessoas que desenvolvem tecnologia, em geral, não possuem treinamento formal para entenderem os valores, princípios e costumes do usuário final. O foco acaba ficando no produto. “Com isso, problemas relacionados à dependência, depressão, ansiedade, manipulação, falta de confiança, mudança de hábitos e valores não são considerados ou, às vezes, são introduzidos de forma intencional para fins escusos. Isso nos leva a novas questões que afetam diretamente o indivíduo e que se tornam problemas da sociedade”, analisa.

E como se muda isso?

A mudança passa pelo vários níveis de poder. O especialista explica que, no nível governamental, é importante que os governos estejam atentos às possíveis ameaças que o mundo digital expõe aos seus cidadãos e tomem medidas de forma proativa.

Em escala individual, o cidadão tem que compreender os perigos a que está exposto, se proteger e exigir dos órgãos governamentais mais proteção para que seus direitos individuais não sejam ameaçados. Porém, é possível perceber que a equação não é tão simples. “Mesmo em países desenvolvidos, o conhecimento técnico e humano necessário para a elaboração de leis para governar este novo domínio ainda é embrionário. O que podemos dizer então de países como o Brasil, onde o cidadão não é colocado no centro do debate e onde a educação não é prioridade?”, questiona Prestes.

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