Otimismo é fundamental para superar momentos difíceis
Pessoas positivas são capazes de achar soluções com mais facilidade nas crises | Divulgação Unsplash

Otimismo é fundamental para superar momentos difíceis

Por Movimento Fique Saudável

Tempo de leitura: 2 minutos.

Não estamos vivenciando momentos fáceis desde que iniciou a pandemia da Covid-19. Mas, estudos mostram que o otimismo é um fator importante nos momentos difíceis. Pessoas positivas são capazes de fazer novas conexões cerebrais e achar soluções com mais facilidade nas crises.

“Conversar com os mais experientes, que acrescentam algo positivo, aconselhando sobre como passaram por situações similares, e não com os críticos de plantão, pode ser inspirador. Muitas vezes, o humor também pode ser útil. Rir de si mesmo significa entender o poder da própria superação”, relata a psiquiatra Mariana Pedrini Uebel.

Devemos aceitar que estamos vivendo um momento de muitas frustrações e que as mudanças vão acontecer. Sem acreditar na ilusão de que somos vítimas das circunstâncias, sendo proativos, colocando prioridades nas tarefas do dia a dia, vivendo o agora, resolvendo o que está sob nosso controle, uma coisa de cada vez.

“Podemos aproveitar esse tempo para valorizar os momentos em família, o maior convívio com os filhos, para praticar a espiritualidade e a solidariedade. Quando servimos e somos úteis para a nossa comunidade, nos sentimos gratificados e fortalecidos, o que ajuda a diminuir a sensação de impotência, ansiedade e frustração”, diz a especialista.

Aceitar, neste sentido, não significa passividade, mas, sim, não brigar com a realidade. Quando nos situamos, aceitando aquilo que não temos como mudar, podemos otimizar esforços para aquilo que está ao nosso alcance, explica o psiquiatra Lucas Spanemberg. Ele dá um exemplo. Aceitar que estamos lidando com um vírus potencialmente perigoso implica em responsabilidade em nos cuidados em relação a contaminação, tomando as medidas necessárias para diminuir o risco. Contudo, também implica em assumirmos a responsabilidade por nossa saúde, cuidando do que comemos, do que fazemos com nosso corpo e com nosso dia-a-dia.

“Desta forma, o medo na dose adequada nos protege de uma exposição, mas não pode ser obstáculo para a prática de atividade física, para uma alimentação saldável, para hábitos de vida protetores e para cultivarmos, dentro do possível, relações saldáveis com as pessoas. Fazendo isso, estamos ajudando a regular esta emoção e fazendo com que ela trabalhe a nosso favor”, avalia.

Nem sempre é possível fazer isso sem ajuda e, em casos onde as medidas sugeridas não forem suficientes, a busca por ajuda de um profissional de saúde mental pode ser uma estratégia necessária.

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