Quem é feliz vive mais?
Se estamos de bem com a vida, o sistema imune tende a estar também | Divulgação AdobeStock

Quem é feliz vive mais?

Por Movimento Fique Saudável

Tempo de leitura: 2 minutos.

A felicidade está intimamente ligada à saúde. Sim, bons momentos vivenciados ao longo dos dias, semanas, meses e anos que podem nos ajudar a ter uma vida mais longeva.

Estudos apontam que o bem-estar psicológico torna as pessoas menos suscetíveis a ter ataques cardíacos e derrames, por exemplo. Por outro lado, sentimentos como raiva ou preocupação podem causar um aumento da pressão arterial e o enrijecimento dos vasos sanguíneos, levando a problemas de saúde.

“Quem é feliz vive mais porque elimina dos seus dias o estresse e a depressão, que são fatores que exigem muito do nosso organismo. Se você está de bem com a vida, o sistema imune tende a estar também”, elucida o professor titular de Imunologia Clínica e Alergia da FMUSP e representante do Brasil no Instituto de Engenharia Genética e Biotecnologia (ICGBE), órgão da ONU, Jorge Kalil.

O nosso desafio não é conseguir alcançar a cada segundo novos grandes feitos para sermos felizes, e sim encontrar a felicidade mais duradoura. No livro Vida simples, saudável e feliz: uma caminhada definitiva para construir bons hábitos e abandonar os ruins (autoria de Carla Lubisco), o professor assistente de Psicologia da Harvard Medical School, Ronald D. Siegel, explica que existem diferentes tipos de felicidade.

Uma delas é a felicidade que vem de prazeres, como o de provar o sabor de um sorvete ou de ter relações sexuais; a outra, a felicidade da excitação e da vitória, como quando nós competimos por uma vaga de profissional e somos contratados ou quando fechamos um bom negócio e ganhamos dinheiro. Mas, um alerta: as felicidades baseadas em prazer e sucesso são difíceis de manter.

Há ainda a felicidade relacionada ao bem-estar – e essa sim tem um imenso potencial de ser duradoura. E sabe por quê? Porque ela não depende do prazer e, inclusive, e inclui momentos de tristeza e de frustração. Ou seja, está mais próxima daquilo que vivemos todos os dias, não é mesmo? Podemos estar felizes, simplesmente, por estarmos vivenciando um final de semana com a nossa família ou estarmos em casa lendo um livro, depois de uma semana cansativa. Outro exemplo é quando podemos fazer o bem a alguém ou somos gratos por algo de bom que fizeram para a gente.

Reconhecer algo que nos foi dado ou alguém que nos fez o bem eleva a intensidade dessa interação. A gratidão é uma postura muito positiva que gera um impacto social importante porque, se somos gratos, fazemos a outra pessoa feliz. Assim, entramos em uma corrente de energia que fará com que todos ao nosso redor também mudem e sejam mais felizes.

Porém, também podemos sentir a felicidade quando terminamos um relacionamento e, apesar de tristes, temos o sentimento, saudável, de que vivemos bons momentos. Ao pensar na construção a dois, lembramos das situações positivas, do crescimento e sentimos a paz interior de saber que o melhor é agora cada um seguir o seu caminho.

FELICIDADE
Jorge Kalil
Jorge Kalil

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